quarta-feira, 13 de abril de 2016

O cristão pode ter dívidas?

Com base no texto de Romanos 13:8 nós perguntamos: 

Será que o cristão pode ter dívidas?


A resposta pode surpreender você.



Clique neste link se o vídeo apresentar erro.
Se preferir, baixe apenas o áudio desta mensagem

O apóstolo Paulo apresenta um texto bem curioso na carta endereçada aos Romanos:

Não fiquem devendo nada a ninguém. A única dívida que vocês devem ter é a de amar uns aos outros.

Romanos 13: 8

Como podemos interpretar este texto, sabendo que muitos cristãos sinceros possuem um ou mais tipos de financiamento, para comprar o carro, a casa, os móveis, roupas e tantos outros?

Para entender a afirmação do apóstolo Paulo precisamos recorrer ao Antigo Testamento. Ao tempo de Paulo, esta era a Bíblia que eles podiam consultar. Pois bem, o Antigo Testamento afirma que que o tomador de empréstimos se transforma em escravo daquele que emprestou.

Você já pensou nisto? Escravo é a pessoa que é obrigado a trabalhar sem a esperança de receber a remuneração pelo seu esforço. Pois esta é a condição do endividado. Ele está obrigado a continuar trabalhando, mas o resultado do seu trabalho já pertence a outra pessoa. Quando nos comprometemos num financiamento por cinco, dez e até trinta anos, estamos nos escravizando por este período.


Outro ensino do Antigo Testamento está no capítulo 28 do livro de Deuteronômio que apresenta um cenário de bênção e maldição. Nesta passagem, Deus faz um pacto com o povo de Israel e apresenta diversas bênçãos que alcançarão o Seu povo, caso eles obedeçam ao Senhor; e depois enumera as muitas maldições que cairão sobre eles em caso de desobediência. 

Na lista de bênçãos, está o fato de não ter dívidas e ainda ter a capacidade de emprestar ao necessitado. Mas na lista de maldições está relacionada a maldição de ter muitas dívidas e não ter dinheiro para emprestar a ninguém.

O apóstolo Paulo sabia claramente que no contexto judaico, o fato de ter dívidas era uma maldição. Na língua hebraica, o termo utilizado para a cobrança de juros é a palavra nashak, a mesma palavra utilizada em outros textos para descrever "picada de serpente" como em Gênesis 49:17.

Para um judeu, pagar juros e ser picado por uma cobra são coisas muito parecidas: provoca dor, envenena e pode causar a morte.


Esta foi a razão que levou o Apóstolo a recomendar para os novos convertidos à fé cristã que vivessem sem dívidas, ou seja: fujam da maldição do endividamento e busquem a bênção de uma vida sem dívidas.

Sabemos que o endividamento tira o sono do devedor, prejudica sua saúde e seus relacionamentos. Todos nós conhecemos uma pessoa que vive um completo descontrole financeiro e acaba prejudicando a si mesma e também às pessoas próximas.

Cada um sabe como administra sua vida, mas o conselho do Apóstolo não pode ser ignorado quando vemos tantos cristãos mergulhados em dívidas a ponto de prejudicar seu casamento.


O que muitos não percebem é que além da saúde do devedor, a picada dos juros prejudica seriamente a convivência em família. Em lugar de um jantar romântico, paga-se a prestação carro. Em lugar de uma viagem de férias, paga-se juros no rotativo do cartão de crédito. Em lugar de presentes, paga-se juros no cheque especial. A serpente faz um estrago enorme.

E tem mais: a maldição do endividamento acaba atingindo a nossa fé.

Atolado em dívida, um outro Deus vai ocupar o seu coração. O nome dele é Mamom, um deus enganador que exige grandes sacrifícios com a promessa de recompensar o fiel com uma sacola cheia de moedas de ouro. Mas no final ele não cumpre a promessa.

Este quadro é a grande realidade dos nossos dias. Dispostas a tudo para ter acesso às moedas douradas, as pessoas esquecem a civilidade, o caráter, a vergonha e por fim, perdem também a sua fé. Na busca pelo sucesso financeiro, sacrificam no altar de Mamom a sua saúde, o seu casamento, a sua família, a sua fé, para depois descobrirem que as moedas não existem ou não trarão de volta aquilo que ela já perdeu.

Não percebem que sua mente está dominada por este assunto. A dívida diminui o orçamento e faz você sair em busca de mais dinheiro, resultando em mais horas de trabalho, mais medo de não conseguir pagar tudo o que contratou, menos noites bem dormidas e menos horas com a família.



O endividamento é a prova de que não estamos satisfeitos com o que temos no momento. Queremos mais e queremos agora. É por isto que entramos na dívida. Poderíamos esperar até juntar todo o dinheiro, mas a dívida é um atalho muito atraente acenando com a seguinte oferta: tenha o que você deseja neste exato momento.

Infelizmente o atalho não informa que levará você direto para o altar de Mamom.


Desta maneira, a Bíblia nos leva à seguinte conclusão: o Antigo Testamento classifica o endividamento como maldição e o Novo Testamento recomenda que não tenhamos qualquer tipo de dívida. Não há margem de erro. A resposta para a nossa pergunta inicial é: o cristão não deve ter dívidas.

Foi isto que ensinou o apóstolo Paulo.

E o que devem fazer aqueles que estão endividados?

Podem tomar três atitudes: 
1. Reconhecer que isto não é bom para suas vidas;
2. Pagar as dívidas existentes o mais rápido possível e
3. Evitar a contratação de qualquer dívida nova.

Veja outros conselhos importantes assistindo esta mensagem, como por exemplo, anotar toda a sua movimentação financeira, recomendado em Lucas 14: 28.


Que o Senhor te abençoe e te guarde.
Que o Senhor te livre do endividamento 
E te dê a paz.



Leia a Bíblia conosco. Um capítulo por dia, somente nos dias úteis.
Use o final de semana para colocar em dia a sua leitura.
Nesta semana vamos ler Romanos 16 e I Coríntios 1 a 4. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Escreva, fico feliz com seu comentário...