Introdução aos Gálatas
Você já leu a carta do apóstolo Paulo aos Gálatas?
É um texto bem pequeno (apenas seis capítulos), com uma grande mensagem para os dias atuais.
Assista o vídeo, leia o texto abaixo ou baixe o áudio desta mensagem no seu celular.
Três séculos antes de Cristo um grupo de gauleses deixou sua terra natal e emigrou para a região da atual Turquia onde mais tarde os seus descendentes conheceram o evangelho por meio da pregação apóstolo Paulo. Ou seja, os gálatas são os mesmos gauleses, mas vivendo numa terra bem distante (a Turquia atual) e não em sua terra natal (a região da França).
A carta aos Gálatas tem dois temas principais: reafirmar a autoridade do apóstolo Paulo que era contestada por algumas pessoas e também deixar clara a diferença entre a Lei e a Graça.
No capítulo cinco, ele lista as obras da carne e quais são os frutos do espírito na vida daquele procura ser guiado por Deus.
Gálatas 5: 16 a 26
Deixem que o Espírito de Deus dirija a vida de vocês e
Não obedeçam aos desejos da natureza humana.
O apóstolo afirma que existem duas forças com interesses contrários atuando simultaneamente em nosso ser. De um lado está a força do espírito. Ela nos coloca em contato com Deus, na busca pelas coisas que são do alto, do sobrenatural. De outro lado está a força da carne. Ela nos leva a confiar na força do braço, na nossa própria capacidade.
Paulo afirma: a carne deseja o que é contra o espírito e o espírito deseja o que é contrário à carne.
Paulo afirma: a carne deseja o que é contra o espírito e o espírito deseja o que é contrário à carne.
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Estas forças atuam dentro de nós e são invisíveis. Mas elas moldam nossos pensamentos, formam convicções e no final são projetadas no mundo exterior através de atitudes práticas. Esta revelação prática das forças invisíveis do espírito e da carne, é chamada pelo apóstolo de obras.
No capítulo cinco da carta aos Gálatas, encontramos uma lista das obras da carne e outra lista com as obras do espírito. A presença destas obras na vida de uma pessoa é capaz de revelar qual das forças (carne ou espírito) está atuando com mais liberdade em seu interior.
Vamos começar pelas obras da carne.
Nesta lista encontramos cinco categorias de obras provenientes da carne, que constituem pecados de natureza:
1. Sexual: prostituição, impureza e lascívia;
2. Religiosos: idolatria e feitiçaria;
3. Emocionais: raiva, ambição e inveja;
4. Descontrole: bebedeira, farras e glutonaria;
5. Relacionais: inimizade, brigas, ciumeiras e desunião.
A lista é bem clara, mas tem um problema. A cultura que impera em nossa sociedade, elevou estes pecados ao lugar de virtudes. É isto que chamamos de inversão de valores. Em vez de condenarmos a prostituição, ela é retratada como algo bom e desejável no meio artístico, nas músicas populares e nas novelas.
A ambição passou a ser requisito desejável nos anúncios de vagas de emprego. Beber muito é motivo de orgulho para os que apreciam a bebida alcoólica. Farras e sensualidade são temas sempre presentes nos clipes musicais. A inversão está presente porque vemos o mau sendo retratada como bom e o que é pecado agora é apresentado como virtude.
A luta do cristão é viver uma contra-cultura. Todos estão nesta direção, mas nós estamos na contra-mão dos demais apontando os frutos da carne como pecado e não como virtude. É preciso ter coragem para fazer isto. É preciso coragem para recusar o convite dos amigos e também para se opor à nossa própria tendência pecaminosa.
A lista está aí. Uma vida sem o Espírito de Deus vai produzir estas atitudes, as obras da carne.
Paz interior: amor, alegria, paz e domínio próprio;
Paz com o semelhante: paciência, delicadeza, bondade, fidelidade e humildade.
Na presença do Espírito de Deus, a pessoa vai produzir atitudes que pacificam a vida, acalmam a existência, nos ajudam a viver bem, com alegria e comunhão com o nosso semelhante. Dentro de nós haverá amor e alegria para enfrentar os problemas e também o domínio próprio para recusar as obras da carne.
Na presença do Espírito de Deus seremos capazes de conviver melhor com os demais por meio da paciência, bondade e humildade. Uma vida controlada pelo Espírito produz frutos que abençoam a própria pessoa e também aqueles que convivem com ela.
Mas se as duas forças estão presentes em nosso ser, qual delas vai prevalecer? É simples: aquela que alimentarmos melhor. Se alimentamos a carne, ela se sobrepõe ao espírito e nossa vida vai mostrar as obras da carne. Se alimentarmos o espírito, ele vencerá a carne e produziremos os frutos do espírito.
E como posso alimentar o espírito para que ele vença a carne?
Com duas atitudes práticas:
Primeiro: Cuide da sua mente.
Você não pode evitar que um pássaro pouse em sua cabeça. Mas certamente pode impedir que ele faça um ninho. Da mesma maneira, podemos não ser capazes de evitar um pensamento mau, mas podemos impedir que ele domine nossa vida.
Paulo nos receita um filtro de pensamentos em Filipenses 4:8. Leia o texto e confirme quais são os pensamentos que devem povoar nossa mente.
Somos a média das cinco pessoas com mais convivemos. Você não será muito melhor, nem muito pior do que elas. Não alcançará melhores resultados, nem sofrerá maiores dores do que os experimentados por este grupo.
Por isto é muito importante conviver com pessoas boas, que são guiadas pelo espírito, que valorizam a Palavra de Deus. Convivendo com bandidos, logo você achará que o crime compensa. Convivendo com professores, logo você dará valor ao ensino; convivendo com pessoas misericordiosas, logo você desejará fazer o bem a alguém.
É assim que funciona a vida e se você deseja manifestar as obras do espírito em sua vida, é fundamental cuidar do que pensa e com quem você anda.







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